Monday, May 23, 2011

Monday, November 15, 2010

Sábado sem sol 10h de uma manhã linda no Rio de Janeiro, estamos nós no Museu da Republica avaliado os sete meses de trabalho dentro do Projeto Colaboratório 2010. Cansados depois de muito trabalho ao longo do ano... O desgaste emocional evidente, o desafio de está juntos interagindo, as diferenças que se evidenciaram, as imposições, a clareza e falta de clareza nas propostas, o estímulo mútuo, os apegos e “predileções”, agora avaliar tudo é importante e necessário. Foi bom poder ter ali um lugar pra entender o processo na cabeça do outro no fim dessa jornada tão intensa e rica. Foi uma pena não estarem todos colaboradores, mais entendo que em meio ao Panorama e com tantas atividades acontecendo simultaneamente ficou impossível juntar todos, o que não desmerece a importância do nosso ultimo encontro formal, agora cada um volta pra sua realidade para sua cidade, seus trabalhos e desafios de continuar seus caminhos.

Quero começar retomando o momento em que soube do projeto, li o edital e comecei a escrever minha proposta. Na época tinha muito o interesse e a curiosidade na possibilidade de criar em coletivo, tinha também um desafio de me colocar disponível para novamente trabalhar em um grupo tão numeroso e “parafraseando Vitor” muitos matizes. Lembro que se instaurou no primeiro encontrão em Luis Correia uma ansiedade de colaborar de entender como se colocar diante desse exercício que exige muitas entregas e abandonos. Na prática exercitamos a articulações entre eu e o nós, uma sintonia que acontece de várias maneiras, uma dinâmica coletiva só se cria ao longo do tempo e no caso do colaboratório foi necessário nos adaptar com mais frequência a essa mudanças, pois o processo era muito dinâmico com troca de cidades e de orientadores a cada nova residência, nos fazendo compreender melhor a distinção de trabalho, escolha e potencia na interação de idéias. Lá também se instaurou o fantasma da criação coletiva, era necessário aprofundar suas propostas inscritas assim como interagir nas propostas alheias com o perigo de cair na mediocridade, pois existe uma falsa idéia de que mostra um processo coletivo é qualquer coisa, e se cai facilmente na obscuridade, já que se trata de um “processo” se tira dali a expectativa de algo pronto, o que pode ser uma grande armadilha. Como dar o devido peso as coisas? Que energia é necessário ter para, por exemplo, desenvolver e mostrar um processo? E se for um espetáculo? Sei que perguntas como essa são muito complexas e continuaremos buscando-as, até por que nos foi necessário entender e buscar o esforço devido para que a todo tempo os processos saíssem da potencia e se transformassem em ação.




Muitas vezes as idéias não se estabeleciam como processos e ficaram frágeis por um longo tempo, a autonomia fica inconsistente e a ação criativa e de definições de cada projeto pessoal se estrutura de muitas maneiras, na motivação tanto pessoal quanto do coletivo, em entender a si e o coletivo, a idéia de transito livre entre os processos. Tudo pode vir a fragilizar algumas propostas e/ou fortalecer outras. Quero levantar uma questão importante para as próximas edições. Como podemos descobrir mecanismos e condições favoráveis para que o colaboratório chegue mais forte ao final? Como embutir um estado de autonomia individual que reverbera no coletivo e respeito ou trabalho do outro? Penso que nas próximas edições o processo seja mais curto e mais intenso a exemplo das imersões onde estávamos disponíveis e com condições igualitárias de trabalho e dedicação.

Lembro quando começamos esse processo todos estavam entregues as novidades isso é natural, a convivência desgasta e levar as relações com ética e respeito pelo outro pode ser difícil com a rotina. Pra mim por tanto está em coletivo é me motivar mutuamente e se deixar contaminar, se deixar envolver pode ser mais fácil para alguns que para outros. O certo é que às vezes se faz necessário mais que uma opinião é preciso se aprofundar mais na questão e fazer uma analise mais critica da situação. Para se colocar como artistas é fundamental entender o que o motiva a ser artista, é crucial entender que o artista trabalha com relação ao tempo presente, isso deve ter relação direta com a forma de como esse artista se relaciona com os conflitos e problemas que ele elabora do seu presente. Existem várias formas de problematizar esse contexto, sendo mais amplos com as relações que temos tentamos sempre identificar os próprios desejos transformando-os na sua realidade, na prática artística existe sempre presente questões referentes a aspectos políticos e sociais com mesmo peso nos dois contextos. O que identificamos, diagnosticamos, cutucamos, ferimos, ou evidenciamos no nosso presente é então o resultado da nossa arte.

Fecho esse processo feliz e com certeza da “missão” comprida, satisfação de fazer parte desse projeto tão rico que certamente engrandeceu minha formação artística, me abriu para novas possibilidades e me deu novos amigos de profissão. Parabenizo a toda equipe de coordenadores e produtores. Agradeço pela contribuição e atenção dos orientadores e principalmente agradeço a possibilidade de trabalhar com artistas tão diferentes e re-descobrir o sentido da colaboração, estou agora em Teresina num feriado de chuva calma e clima ameno. Acaba o colaboratório 2010 formalmente, mais me deixo sempre aberto e disposição e sei que manteremos mais contatos, é apenas o começo de muitas possibilidades.


Valdemar Santos, Teresina 15 de novembro de2010.

Tuesday, February 2, 2010

Hoje foi mais um dia de trabalho na Cia. Dança Eficiente, mais uma vez tivemos um momento de criação bem interessante, começamos trabalhando o solo que vem sendo executado por Meirilane, sendo que a Leonor faria junto com ela, o que deu resultado em um dueto, onde corpos com limitações bem especificas desenvolvendo uma movimentação alheia, de alguém com limites e liberdades diferentes, foi forte essa questão podemos ver que dentro desse trabalho existe ainda muitos panos nas mangas, precisamos esmiuçar as questões também ampliar e revelar as possibilidades.




Qual é o tempo ideal para realização de uma sequencia de movimentos?






Renda-se como eu me rendi. Mergulhe no que vc não conhece como mergulhei.

Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeto que sustenta nosso edifício inteiro.

Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.

(textos de Clarice Lispector)








A bailarina que dança se movimenta com sentimento e precisão, ela desenvolve de forma graciosa seu bailado. Ouve o ritmo e executa a movimentação dentro da melodia. Ela compreende muito bem as sequencias e as desenvolve com muita harmonia. Ela usa uma cadeira de rodas no lugar das pernas, tem a musculatura muito disponível mais muitas vezes não responde seu comando.



É verdade que as vezes precisa de uma mãozinha. Mais quem de nós não precisa?

Saturday, October 3, 2009

Piauí inova com exibição de dança pelo MSN dia 05 de novembro as 20h.

O ponto mais inovador é no quesito exibição pois, o espetáculo será assistido online pelo MSN, para isso basta adicionar o e-mail: duetoembrancoepreto@hotmail.com e está online dia 05/11/09 as 20h.


Mostrar através de um trabalho de dança contemporânea um estudo sobre forças opostas, a importância de reconhecer e aceitar a diversidade, todos somos diferentes e essas diferenças causam intrigas, guerras, amor, caridade, atração. Buscamos fazer uma relação em cima das cores branca e preta, cores extremamente opostas. Abordamos questões dúbias através de forças que se completam e se repelem.



O que seria do dia sem a noite? Do certo sem o errado? Do simples sem o complexo? Do ciúme sem o desapego? Do amor sem o ódio? Do positivo sem o negativo? Um não faria menor sentido sem o outro, são forças que se complementam e se opõem. Partindo desse princípio os intérpretes-criadores Luís Carlos Vale e Valdemar Santos desenvolvem um trabalho que busca, nessas contradições, elementos para falar das relações opostas, mostrando nosso lado mais ambíguo.


O trabalho se coloca como experimento de colaboração teórica e prática, estreitando a fusão entre linguagens. Comunicando de forma harmônica e equalizando a relação entre as cores branca e preta, para isso contamos com olhar externo de Adriano Abreu que também assina figurino e cenário. Acreditamos fortalecer nossos trabalhos e também apostar em uma forma colaborativa de criação, tendência nos trabalhos contemporâneos que buscam unir cada vez mais as linguagens,

Estréia dia 05 de novembro no Teatro 4 de Setembro dentro do projeto popular 1,99. Em seguida no dia 12 e 15 de novembro se apresenta no Festival Dança Pará 2009. O ponto mais inovador do projeto é no quesito exibição pois, o espetaculo poderá ser assistido online pelo MSN, para isso basta que vc adicionar o e-mail: duetoembrancoepreto@hotmail.com e se conectar no horário do espetáculo....

Tuesday, September 15, 2009

II Conferência de Cultura de Rio Branco


Nos dias 17, 18 e 19 de setembro acontece a II Conferência de Cultural de Rio Branco. A avaliação do Sistema Municipal de Cultura, propostas para as conferências estadual e nacional de cultura e a eleição de delegados para a Conferência Estadual são os principais pontos de pauta. O local do evento é no auditório do Colégio Armando Nogueira.Dia 17 – a partir das 18hDias 18 e 19 – a partir das 8hNo auditório do colégio Armando Nogueira
Para saber mais


Alguns Motivos para Participar da II Conferência de Cultura de Rio Branco

Eurilinda Figueiredo
xapuriense, professora de língua portuguesa e literatura, gestora da FGB e conselheira do conselho municipal de políticas culturais de Rio Branco.

O que é ser um cidadão brasileiro – acreano - rio-branquense? Que traços nos tornam cúmplices nas maneiras de ser, fazer, saber e viver, e permitem a outros cidadãos deste país (e de outros países também) nos identificar como ‘deste’ lugar, e não de outro?
Temos palavras inventadas por nós que são correntes em nosso vocabulário; de maneira acreaníssima, desenvolvemos modos próprios de falar e pronunciar o português; temos uma religião originária que forjou o novo a partir do diálogo entre várias outras maneiras de acreditar. Somos passionais quando o assunto é a NOSSA terrinha, e isso vale também para os filhos adotados (e são muitos os casos de sujeitos que beberam a água do rio Acre e se ‘perderam’ por essa terra).
Também, e nesse caso principalmente, participamos ativamente da vida política, em todas as esferas e dimensões, ainda que pra negar essa participação, pra falar mal do poder público, pra desenvolver novas formas de luta e resistência (lembram dos empates?), pra ‘encrencar’ com velhos e novos rivais (pra ‘azeitar’ nossa habilidade de argumentar), ou simplesmente pra exercer (direito congênito ou adquirido, difícil precisar...), a teimosia, a arenga, a oposição, a contradição, a ambigüidade, e por aí vai, (mas aaaai do ‘desgraçado’, de FORA, que se arvorar a falar mal daqui, ou que tentar nos convencer a fazer as coisas a SUA maneira).
Esse nosso jeito de ser e fazer alicerçou (e ainda hoje é suporte e fundamento) o processo de construção de políticas para a cultura de Rio Branco. Temos trabalhado para a cultura mudar de lugar, mudar de posição, ganhar ‘status’ de institucionalidade, de área cuidada pelo poder público. Claro que fizemos isso à nossa maneira, do nosso jeito, coletivamente, dividindo – poder público e sociedade civil - a responsabilidade das decisões.
Criamos um Conselho de Cultura, maioria da sociedade civil em todas as suas instâncias de participação e decisão, e sem presidente (modelo inventado por nós, do nosso gosto). Também garantimos nossa Lei de Patrimônio Cultural, que estabelece diretrizes para as políticas de preservação e manutenção do patrimônio local, porque sabemos que é fundamental não perder de vista nossas identidades, mais ainda, que precisamos fortalecer essas identidades, para não esquecer quem somos, nem onde queremos chegar.
Até mesmo um Cadastro Cultural - primeiro passo para organizarmos nosso Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais, nós cuidamos de criar; e ainda saímos lucrando nos mecanismos de financiamento de projetos culturais: além da Lei de Incentivo, já existente, nós criamos outro: o Fundo de Cultura, que funciona de modo mais simples que a Lei. O melhor, dessa parte, é que, quem discute, propõe e diz o que fazer (ou delibera, na língua de conselheiro) sobre os recursos disponíveis - são os fazedores que escolheram ser também conselheiros, e participar das decisões políticas, nas várias instâncias do Conselho.
Essas políticas – construídas a muitas mãos - criaram as condições para desenvolvermos um novo modo de administrar a cultura, sociedade civil e poder público dividindo, ou partilhando em co-responsabilidade (na língua de conselheiro), a gestão da cultura local. Uma das vantagens é não estar só nos momentos de escolha, de decisão, sempre muito difíceis, ainda mais quando os recursos são pequenos e ambíguos (ou instáveis, na língua de conselheiro).
Outra vantagem (trabalho que precisamos fazer) é tudo isso funcionar de maneira orgânica, ou sistêmica, o que significa dizer que deve ter ‘liga’, integração, interação, diálogo, conversa entre as partes. Para quem não conta com muitos recursos, é muito importante, vital até, ter políticas, programas, projetos e ações integrados, harmônicos em seu funcionamento, e coerentes em sua relação com a realidade, em sua razão de existir.
O certo é que com essas políticas avançamos rumo à profissionalização da gestão cultural, tanto poder público, quanto iniciativa privada. Pois é..., estamos no mesmo nível de maturidade da Garibaldi. E se acabamos de entrar na idade adulta, vai ser o jeito virar gente grande. Por isso, é importante não perder o rumo, não esquecer que temos ainda muitos varadouros pela frente. Esses novos mecanismos ainda não dão conta de todas as necessidades (ou demandas, naquela outra língua) dos fazedores da cultura local. Portanto, não conferem à máquina do Sistema de Cultura, a potência que precisamos que ela tenha.
Às peças que já temos, precisamos juntar outros alicerces e rejuntes, principiando pela reestruturação da FGB, que deve renascer ganhando não só uma nova cara (ou uma nova arquitetura, naquela língua mais difícil), mais adequada a esse novo momento, como também vida longa com pessoas, com trabalhadores, com servidores públicos (pra falar direitinho). Então, tem que ser através de concurso público, de contratação de quadro técnico, pra garantir continuidade (ou permanência) às políticas construídas, entre outras coisas.
Falar em continuidade, outra peça dessas que ainda faltam ao nosso Sistema é o Plano Municipal de Cultura, que desejamos Plano de Estado (que na língua de conselheiro quer dizer construído pelas pessoas, por cidadãos, pela sociedade civil). Por isso, nos ‘engendramos’ mais uma vez em um processo que vai levar um pouco mais de tempo para terminar, mas está garantindo as condições para a participação e o envolvimento das pessoas e também para a qualificação necessária – dos gestores da Garibaldi e dos conselheiros interessados - a uma ação dessa natureza.
Na verdade, nosso Plano já está em construção, no Conselho, pelos conselheiros, e tem sua finalização prevista para o início de 2010, quando deverá ser discutido e deliberado em Conferência Extraordinária e, em seguida, encaminhado à Câmara de Vereadores. E então teremos uma Lei que, registrando a vontade dos fazedores para os próximos dez anos, estabelece diretrizes, prioridades e estratégias para a cultura de Rio Branco. Um mapa do tesouro para o poder público.
Falar em Conferência, estamos às vésperas da nossa segunda. Pra nós, a conferência é a instância do Conselho (a máxima, a mais importante de todas) em que vamos fazer a primeira avaliação formal do Sistema de Cultura, ou melhor, em que vamos refletir sobre o funcionamento dessas políticas que construímos, sobre o que funcionou bem, o que funcional mal, o que não funcionou..., e encaminhar propostas que alterem e deixem melhor nosso Sistema.
Vamos também discutir e elaborar propostas para os eixos que compõem o temário das Conferências municipais, estaduais e nacional: Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento (nenhuma novidade ou grande dificuldade para quem na primeira conferência conseguiu construir um sistema de cultura e, na segunda, já vai avaliar esse sistema), e ainda eleger delegados para a Conferência Estadual.
É bom, então, lembrar um pouco sobre o que se faz numa conferência, que lugar é esse (ou que instância é essa do Conselho, falando como conselheiro), e o que se pode tratar nela?... No nosso caso, esse lugar é o mais importante do Conselho, é também um lugar de participação, de reflexão, de discussão (como as Câmaras Temáticas onde nos encontramos mensalmente), de aprofundamento, de decisão e de acompanhamento (como os Fóruns Setoriais onde nos encontramos a cada três meses). E, da mesma forma que nas Câmaras Temáticas e nos Fóruns, a condição para fazer parte é a disposição para a conversa, para o estudo, para a construção de consensos em torno de interesses coletivos.
Por isso, a mobilização é tão importante. No nosso caso, já entramos com a vantagem da disposição pra conversa. Estamos aprendendo a lidar com a tensão (constante) entre os nossos projetos individuais, as nossas demandas particulares – e os interesses coletivos, que precisamos defender como conselheiros. Quase sempre procuramos fazer isso sem mascarar os conflitos, sem contribuir com a hipocrisia, admitindo (e não vendo nisso pecado mortal) que é difícil exercer o desprendimento total, embora seja muito forte nosso desejo de participar, de construir algo coletivo.
Mas, sendo do jeito que somos, não abrimos mão de discutir, de propor, de criar, de acompanhar a execução - do que foi decidido coletivamente - por parte do poder público. Por isso, na Conferência estaremos lá, mais uma vez, para confrontar, reunir, ajuntar, amontoar, conferir, conferenciar, deliberar, opor, combater, comparar (é isso mesmo que nos diz o dicionário Houaiss sobre conferência...)
E, como sabemos que é importante não abandonar o poder público, não largá-lo à sua própria sorte e risco, além de fortalecer e consolidar a atuação do Conselho, logo, logo, precisaremos começar a pensar e discutir nosso Programa de Formação na Área da Cultura. Esse programa deve nos ajudar a consolidar a cultura como área cuidada pela administração pública, institucionalizada, mas ao mesmo tempo deve ter a nossa cara, o que significa dizer que deve acontecer de modo adequado e coerente com a nossa realidade, mas também com essa área, de natureza tão abrangente, que é a cultura.
Enfim, poderíamos continuar essa prosa por um longo tempo, relacionando o que precisamos ainda fazer, e uma série de características ou marcas comuns que nos aproximam, que nos fazem cidadãos conscientes, comprometidos com o desenvolvimento da terrinha, e orgulhosos de nossa condição rio-branquense - acreana – brasileira.
Mas vamos transferir o resto dessa conversa para a Conferência, onde nos encontraremos mais uma vez dispostos ao diálogo, bem situados e orientados, com a bagagem cheinha das muitas histórias do nosso movimento social, político e cultural, só pra manter a prosa no mesmo rumo, e com a mesma qualidade. Até lá, então.

Wednesday, July 29, 2009

Já pensou em escrever sobre turismo?

Você gosta de turismo? Que tal escrever sobre algo relacionado ao tema? A Câmara Temática de Turismo, do Conselho Municipal de Políticas Públicas, criará uma revista relacionada ao turismo acreano, através de recurso da Lei Municipal de Incentivo à Cultura deste ano.

Guias, matérias, curiosidades, entrevistas, fotografias etc. são algumas das atrações que você pode fazer para contribuir para a revista. Não é obrigatório que seja jornalista ou turismólogo para embarcar nessa. Para participar, basta entrar em contato enviando sua pauta através dos e-mails racheldourado@gmail.com ou helderjr.fgb@gmail.com.

Para aqueles que têm talento e querem um espaço para mostrá-lo, essa é uma excelente oportunidade!



http://culturarb.blogspot.com/2009/07/ja-pensou-em-escrever-sobre-turismo.html

Wednesday, September 3, 2008

TodOLadO dias 12 e 13 de setembro as 19h. na casa da Cultura de Teresina.





A Cia. Equilibrio de Dança apresenta o espetáculo "TodOLadO" nos dias 12 e 13 de setembro as 19h na Casa da Cultura de Teresina. A apresentação da inicio a comemoração de nove anos de formação da Cia. Equilibrio de Dança.


O trabalho tem coreografia de José Nascimento, criação da Cia. Equilibrio de Dança, no elenco: Kiara Liama, Karola Carvalho, Valdemar Santos, Elizabeth Battali e Cyantia Layana.

Convidados pela Cia. Equilibrio de Dança o cantor, compositor, poeta e jornalista Doga Oliveira, e o ator e jornalista Maneco Nascimento escreveram:

Todo lado por Dôga Oliveira:

Há corpos inertes por todo lado. Olhares melancólicos, pensamentos distantes, desejos incontidos, tristezas guardadas. Uma musica toca e anuncia o refúgio da solidão. Capítulos da vida repetidos. E seguem os corpos inertes por todo lado. Entre barras metálicas frias e oscilantes há uma verdade vigiada. Corações aflitos consumidos pela rotina. E como sonhos eclodindo em cada rosto esboçam-se movimentos. Suaves agora e depois agressivos, mas sempre graciosos. Corpos dançam por todo lado. E ainda há barras oscilantes entre os seres que dançam. Olhares frios cortam o ar. A sensação de se estar em um lugar que já fora seu outrora. Uma ação, um gesto, um grito já vividos. O repetir do sentimento como repetidas são as batidas do coração. Isto é todo lado. Inteiro e desconexo de sentido. Desejo do eu em sua condição humana. Todo lado é cênico, é ritmo, é vazio existencial já vivido ou revivido. Chance de encontrar a si mesmo. Um espelho para se rever e refazer-se a alma. Todo lado é o corpo que fala. Todo lado é o outro lado que já fomos, vivemos, sonhamos, contando da mesma forma e de muitas outras. Todo lado é um jogo cênico que culmina num abraço pressentido enquanto, outra vez, toca a mesma musica para que a vida seja rees


Todo Lado por Maneco Nascimento:

Não há quem, com bom senso, insista em dizer que não haja uma diversidade de novas propostas para o exercício a dança no Estado. Os novos maneios da brisa que a juventude canta e conta vem de uma geração de novos dançantes. Nos últimos dias 02 e 03 do ano em passos,o coreógrafo José Nascimento e a Equilíbrio, cia. de dança, apresentam a cidade o “TodOLadO”.

Espetáculo proposto para espaço alternativo, foi concebido e exibido na sala de ensaios da Casa da Cultura de Teresina. Não fosse só a novidade de atrair o público a local usado, a priori, a outras atividades afins, conseguir realizaram método pouco recorrente em espetáculos cênicos, de forma + assumida, com interatividade direta do público que espia a personagem que sofre a expiação. Tudo próximo, com a possibilidade do publico escolher o ângulo de onde pretendia acompanhar a performance do artista.

O cenário simples mais emblemático, móbiles a partir de canos de ferro galvanizado suspensos por linha distendida do teto davam a idéia de limites do dentro e do fora, por onde a platéia curiar a personagem e seu alter-ego, a personagem e seus desdobramentos refletidos em cadeia de movimentos. Cinco atores-bailarinos dividem em fragmentos planejados a vivencia, a solidão, o cinco em uno, os baixos e altos planos da media vida urbana nos círculos do ondular existencial. Há signos de amor, não-amor, prazer, intrigas. Láudano da periferia da alma humana sob os grilhões a fera animal.

A composição corporal impetrando a semântica a novos tempos; o estudo de figurinos intimista para os sóbrios e densos revezes do ânima; a pesquisa musical de variação sobre o mesmo tema e a densidade espacial dos corpos em expansão impressionista-expressionista marcam o croqui dramatúrgico. Dão ao grupo Valdemar Santos, Beth Battali, Kiara Lima, Bruna Coimbra e Cynthia Layana vida livre, longa e de estética continuada e plástica racionalizada. São quarenta minutos da mimeses do forte e do fraco, do masculino e do feminino, da imagem e do reflexo, do corpo e da alma, do dentro e do + dentro, mesmo que o de fato, forjando o retrato da cena revelando de todo lado. As inquietações humanas de qualquer um, que vivo, logo existencial.

Ponto para quem insiste no conflito, que em artes cênicas é moto-contínuo da manifestação teatral. Para quem não pôde acompanhar a estréia de “Todo Lado”, no inicio deste mês, não fique sem pernas. Mesmo para os que esperam conformados, poderão, em outra oportunidade apreciar um confortável laboratório de invenções de invenções da melhor humanidade.


A Cia. Equilibrio de dança vem ao longo de nove anos construindo uma historia de evolução na dança do Piauí, se mantendo no cenário como uma dos grandes detaques na dança local, nos ultimos anos vemos nos lançando em nivel nacional e participou de festivais em Belém, Fortaleza e Rio de Janeiro.


quando? dias 12 e 13 de setembro as 19h
onde? casa da cultura de Teresina-Piauí
quanto custa? 2 reais (estudantes e artistas) o dobro para publico geral.

contatos:
ciaequilibrio@hotmail.com
(86) 9994 1543/8814 8898
valdemaR santoS
elizabetH battalI
teresinA-piauÍ

Wednesday, June 11, 2008

Wednesday, June 4, 2008

Geoglifos da Amazônia



















O que é arte?
Serão os geoglifos obras de arte de civilizações passadas?
Na Amazônia - Acre foi encontrado formas geométricas, gigantes comparadas às linhas de Nazca - Peru, o que ninguém ainda sabe é como surgiram, qual era a utilidade para quem as fez...
A visualização só é boa quando sobrevoamos a área. Tirei umas fotos das valas.

http://www.geoglifos.com.br/





Tuesday, April 1, 2008

29.02.2008